Steven Wilson / To The Bone / 2017


Está aí o novo de Steven Wilson: To The Bone (27/07/2017)

Steven Wilson é o líder da banda Porcupine Tree, uma banda que eu oiço e gosto faz muito tempo, a música dele não é muito diferente da música da banda.

Desde sempre associado ao prog; é uma situação que ele não gostava no início mas a que se foi habituando. A sua música tem uma sonoridade moderna e original. Outras bandas fazem sempre lembrar alguma coisa das bandas antigas, Genesis, Yes, Pink Floyd, etc. Steven Wilson não, quer os discos com os Porcupine Tree, quer os seus, o seu som não tem essas referências.

A sua discografia é vasta e o seu som está cada vez mais apurado, não me canso de ouvir. Recomendo fortemente!

Bowie Reality Tour / Loving The Alien


Um dos melhores concertos de Bowie a que assisti. vale a pena escutar o tema "Loving the Alien" numa versão completamente diferente da original. É uma grande canção numa versão mais acústica, ele refere que é assim que a canção deveria ter sido sempre tocada.

Tem temas clássicos tocados de forma alternativa como "Heroes", "Life on Mars" ou "Five Years", eu fiquei colado na tela do canal Bis, fiquei hipnotizado com a beleza da música de Bowie . Este concerto realizado cerca de uma década antes da sua morte prematura é o retrato de um artista completamente amadurecido e refinado, se é que a mente criativa de Bowie algum dia teria fim. Sempre na vanguarda, ele olhava sempre em frente, para o futuro, muitas vezes antecipando-se a ele.



Update - Existe um registo discográfico deste Reality Tour: 2010 A Reality Tour

Pode comprar o disco ou procurar o download em SoulseekQt

O meu Xenofobismo na Música


Confesso, o meu ouvido é anglo-americano. Foi o que ele aprendeu a gostar de tanto ouvir Beatles ou Rolling Stones. Mais tarde já na puberdade se abriu para outros sons, conheceu e amou o samba e o pagode ou a genialidade de Chico Buarque; os sons exóticos da Índia e do médio oriente, a garra do flamenco, os delírios da música de fusão, a envolvência da electrónica e o rock, sempre o rock, na sua forma mais pura ou mais progressiva.

A questão para mim - aqui se revela a xenofobia - é que não vejo uma americano a tocar samba, nem um brasileiro a tocar rock. Parece que a coisa não combina, não encaixa, não faz sentido. Não consigo escutar rock brasileiro, assim como não consigo escutar um alemão a tocar samba. Há excepções, claro que há, mas são raras. Eu acho que deve ser uma coisa genética e cultural, tem de ser absorvido ainda no ventre. Me vem à memória que alguém insinuou que a bossa nova foi inventada para facilitar aos americanos o acesso ao samba, da a sua incapacidade de tocar o verdadeiro e genuíno samba.

Quanto ao rock ou é americano ou inglês. Existem no entanto duas excepções. Os suecos e os alemães fazem um rock muito bom, talvez devido à sua proximidade genética e cultural com os ingleses. Quando ouço uma banda da Dinamarca ou da Rússia fazendo este tipo de música, fico sempre de pé atrás e raramente essa música me satisfaz. Curiosamente, também as bandas espanholas dificilmente conseguem fazer um rock convincente.

No entanto não sou uma mente fechada. Em 2016 escutei uma banda argentina que me pareceu fantástica e aconteceu que o seu disco foi confirmado como um dos melhores da cena prog de 2016. É como eu disse: Há excepções!

Nexus / Argentina


As bandas argentinas de rock progressivo são muito interessantes. Se for o seu caso (gostar de prog) tente escutar alguma coisa destes rapazes...

SoulseekQt


Soulseek é provavelmente o melhor programa para se procurar música na Internet. Creio que eu encontro 99% de tudo o que procuro, é raro não encontrar o CD que quero ouvir. Soulseek é um programa de partilha de ficheiros e os seus utilizadores levam isso muito a sério, se você quer fazer download é bom que tenha uma pasta com arquivos partilhados, caso contrário pode ser banido do sistema, e está certo na minha opinião.

O programa não é muito complicado de usar e configurar, no entanto, também podia ser um pouco mais fácil. Pouca ajuda se encontra online, por isso é melhor perder alguns minutos a entender o funcionamento do programa. Por vezes a instalação dá problema, nesse caso o melhor é desinstalar e instalar de novo.

Basicamente, depois de configurar o seu Soulseek na aba Options / File Sharing, depois quase que só usa a aba Search e a aba Transfers. Não se esqueça que partilhar não é só fazer download, se pensa assim, vai acabar bloqueado por todos os utilizadores.

Download do software em - http://www.soulseekqt.net/news/node/1

Chicago Love Songs


Os Chicago sempre foram uma das minhas bandas preferidas. O seu som é forte, dominante. Como um dos seus membros uma vez afirmou; são uma banda rock com cornetas.

Recomendo esta coletânea de 2005 que é uma coleção de canções de amor. Peter Cetera era um mestre nestas canções, mas não se pense que são canções lamechas, são canções de amor épicas. Atente-se no “Hard to Say I'm Sorry / Get Away”, uma balada ao piano que vai em crescendo até ao final com a secção de metais a dar cabo do sentimentalismo. Ou o “Hard Habit To Break” bem sentimental. São muitas as canções, “You’re the Inspiration”, “If You Leave Me Now” ou “I Don't Wanna Live Without Your Love”, tudo grandes canções até para quem não está apaixonado.

A compilação de canções é uma arte em si. Não é fácil escolher as músicas que depois no conjunto do disco fluem com harmonia como se tivessem nascido juntas e esta é sem dúvida, uma compilação bem-feita.

Travessa do Fala-Só


Quando jovem subia no elevador da Glória e ficava sempre fascinado com a travessa do Fala-Só. Perdida no tempo, entalada entre o miradouro e os carris de ferro, parecia um lugar de outro mundo, uma dimensão paralela, talvez pelo seu isolamento, talvez por ser um lugar ali tão perto, que todos conheciam e onde ninguém ia, tal e qual uma mulher gorda e feia. Sentia no fundo da minha alma que ali era o meu sítio, a minha morada, mas nunca pisei a sua calçada ou senti o calor do seu sol nas paredes caiadas.

Como em tantas outras coisas na vida; coisas que sonhamos mas protelamos, lá está a minha travessa do Fala-Só me esperando. Era o seu nome que me atraia, era uma imagem minha no espelho da criança sonhadora e introvertida, uma criança que vivia também num mundo paralelo, em outra realidade, uma criança – hoje um adulto – que falava sozinha com os seus personagens imaginários.